01 / As empresas chegam demasiado tarde ao talento.
As empresas chegam demasiado tarde ao talento.
Normalmente, uma empresa conhece um jovem quando recebe um CV.
Nesse momento vê uma formação, algumas competências declaradas e experiências anteriores.
Mas não vê facilmente:
como pensa perante informação incompleta;
como trabalha com pessoas de outras áreas;
como reage quando a primeira ideia falha;
como transforma investigação em decisão;
como comunica uma solução;
como assume responsabilidade por aquilo que propõe.
Mars Challenge não substitui recrutamento.
Cria outra camada de evidência: trabalho em ação.
02 / Não existe uma única razão para entrar.
Não existe uma única razão para entrar.
Uma empresa pode aproximar-se de Mars Challenge a partir de diferentes objetivos.
Talento
Compreender como jovens de diferentes áreas mobilizam conhecimento e colaboram perante desafios complexos.
Inovação
Introduzir, quando o modelo o permite, perguntas ou contextos reais que possam beneficiar de novas perspetivas multidisciplinares.
Educação e ecossistema
Apoiar instituições, jovens e experiências que aproximam aprendizagem e realidade.
ESG e impacto social
Associar recursos e participação empresarial a iniciativas de juventude, aprendizagem e desafios relacionados com o futuro da Terra, definindo previamente o âmbito e os indicadores que realmente podem ser medidos.
Posicionamento e relações
Participar em espaços onde educação, juventude, cidades, universidades, organizações e empresas convergem.
O ponto de entrada muda.
O sistema permanece o mesmo.
03 / Um projeto mostra aquilo que um CV não mostra.
Um projeto mostra aquilo que um CV não mostra.
Quando uma equipa atravessa Mars Challenge, deixa rastos observáveis do seu processo.
Pesquisa.
Escolhas.
Ideias descartadas.
Decisões.
Prototipagem.
Comunicação.
Trabalho entre disciplinas.
Reação a perguntas e feedback.
Isto não transforma automaticamente um participante num candidato.
Mas mostra capacidades que dificilmente aparecem numa lista de competências.
É uma forma diferente de olhar para talento:
não apenas o que uma pessoa diz que sabe, mas o que faz quando saber não é suficiente.
04 / Traga uma pergunta real, não uma solução disfarçada.
Traga uma pergunta real, não uma solução disfarçada.
Alguns modelos de colaboração podem permitir que uma empresa coloque um desafio, tema ou contexto diante de equipas jovens.
A regra é importante:
a empresa traz a realidade.
Os jovens fazem o pensamento.
Não se trata de pedir trabalho gratuito nem de encomendar uma solução pronta.
Trata-se de criar um espaço onde uma questão real possa encontrar perspetivas que normalmente não estariam na mesma sala.
Engenharia pode encontrar psicologia.
Design pode encontrar biologia.
Direito pode encontrar tecnologia.
Negócio pode encontrar sustentabilidade.
É precisamente essa fricção que torna a exploração interessante.
05 / O valor não precisa de começar com dinheiro.
O valor não precisa de começar com dinheiro.
Uma parceria pode envolver diferentes tipos de contribuição, conforme o modelo aplicável:
conhecimento especializado;
especialistas e avaliadores;
contextos ou desafios;
tecnologia;
software;
espaços;
materiais;
acesso a redes;
apoio financeiro;
participação em experiências ou eventos.
Nem todas as modalidades estão disponíveis em todas as edições.
Por isso, a primeira conversa não deve ser:
“Quanto custa patrocinar?”
Deve ser:
“Que papel faz sentido a nossa empresa desempenhar?”
06 / De ESG declarado a participação observável.
De ESG declarado a participação observável.
Educação, juventude, sustentabilidade e capacidade humana podem fazer parte das prioridades ESG, CSR ou de fundações empresariais.
Mars Challenge pode criar um contexto concreto para essa participação.
Mas alinhamento não é o mesmo que impacto comprovado.
Uma colaboração responsável deve definir:
o que a empresa está a apoiar;
quem beneficia;
que atividade acontece;
que evidência será recolhida;
que resultados podem realmente ser atribuídos ao programa.
A página não deve prometer automaticamente métricas ESG que o modelo não mede.
Deve oferecer algo mais credível:
uma estrutura onde contribuição, atividade e evidência podem ser explicitamente ligadas.
07 / Veja o que os jovens já estão a construir.
Veja o que os jovens já estão a construir.
Mars Challenge já documentou projetos juvenis que utilizam inteligência artificial, automação, IoT, sensores, robótica, programação, modelação 3D, biotecnologia, energia sustentável, agricultura inteligente, saúde digital e gestão da água.
O interesse para uma empresa não está apenas na tecnologia utilizada.
Está na combinação.
Um problema técnico encontra comportamento humano.
Uma solução ambiental encontra economia.
Uma ideia científica precisa de comunicação, desenho, ética e viabilidade.
É esse talento interdisciplinar que a economia real exige.
08 / Colaborar não significa apropriar-se.
Colaborar não significa apropriar-se.
Os projetos Mars Challenge existem num contexto educativo e têm regras próprias de autoria, propriedade intelectual, utilização de resultados, imagem e dados.
Uma parceria empresarial não deve ser interpretada como transferência automática de:
propriedade intelectual;
direitos sobre projetos;
dados pessoais;
direitos de contratação;
exclusividade;
direitos de exploração comercial.
Sempre que uma empresa pretenda desenvolver uma relação adicional com um projeto ou participante, devem aplicar-se os termos, autorizações e acordos correspondentes.
Proteger a autoria dos jovens faz parte da qualidade do próprio ecossistema.
09 / Do processo local à convergência internacional.
Do processo local à convergência internacional.
Mars Challenge conecta processos desenvolvidos em instituições e territórios com uma arquitetura internacional.
The Grand Jam é o ponto de convergência onde projetos, participantes, instituições, cidades e organizações se encontram e tornam o processo visível.
As empresas podem participar através das modalidades disponíveis em cada edição — presença, conteúdos, exposição, colaboração, rede ou outras ativações formalmente aprovadas.
Os benefícios concretos devem ser consultados na edição atual.
10 / Comece pelo objetivo da empresa.
Comece pelo objetivo da empresa.
Não escolha primeiro um pacote.
Escolha primeiro uma pergunta.
Quer aproximar-se de talento emergente?
Quer trabalhar sobre um desafio?
Quer apoiar acesso educativo?
Quer mobilizar os seus colaboradores?
Quer participar num ecossistema de inovação e aprendizagem?
Quer construir uma iniciativa de impacto com resultados definidos?
A partir daí podemos identificar o modelo de colaboração adequado.
11 / Perguntas frequentes
Perguntas frequentes
Mars Challenge é um programa de patrocínio?
Não. Pode existir patrocínio em determinadas ativações, mas a relação empresarial pode assumir outras formas de parceria.
A empresa recebe os CV dos participantes?
Não automaticamente. Qualquer acesso a dados pessoais deve respeitar consentimentos, privacidade e o modelo aplicável.
Podemos propor um desafio da nossa empresa?
Em modelos que incluam essa possibilidade, sim. O âmbito deve ser acordado previamente.
Recebemos a propriedade das soluções?
Não automaticamente. Propriedade intelectual e uso de resultados seguem os Termos e Condições e eventuais acordos específicos.
Os protótipos são soluções prontas para implementar?
Não. São resultados de um processo educativo e de inovação inicial. Podem abrir caminhos, mas não equivalem a validação técnica ou comercial.
Podemos apoiar com recursos em vez de financiamento?
Pode haver mecanismos de colaboração em espécie ou através de conhecimento, tecnologia e recursos, conforme o modelo aprovado.
Existem pacotes e preços?
Podem existir modelos empresariais, de evento ou exposição em cada edição. O âmbito, os benefícios e as condições económicas devem ser confirmados na proposta vigente.
