Não é uma rede de logótipos. É um sistema de papéis.
Um ecossistema não existe porque muitas organizações aparecem na mesma página.
Existe quando as relações entre elas produzem alguma coisa que nenhuma conseguiria produzir sozinha da mesma forma.
Em Mars Challenge, os papéis são diferentes.
Os jovens criam.
Os docentes acompanham.
As instituições abrem espaço.
Os territórios articulam.
As organizações aproximam comunidades e oportunidades.
As empresas podem trazer contexto, conhecimento e ligação ao mundo real.
Os investigadores transformam experiência em perguntas, evidência e conhecimento.
As missões organizam caminhos de participação.
Os projetos preservam aquilo que foi criado.
The Grand Jam cria um momento de convergência.
O ecossistema começa quando estes elementos deixam de aparecer lado a lado e passam a funcionar em relação.
Um programa. Três componentes relacionados.
Mars Challenge reúne o programa internacional, a metodologia e a comunidade.
Mars Jam é a ativação institucional e territorial, com identidade partilhada e protagonismo da instituição anfitriã.
The Grand Jam é o encontro internacional de convergência.
O Real-Life Readiness Passport foi concebido como registo pessoal, cumulativo e verificável de evidências demonstradas.
The Lab + Observatório formam a camada inferior de experiência, registo de processos, evidências e validação contextual.
O Observatório não publica automaticamente evidências pessoais. O Passport não depende exclusivamente de um evento. Não é obrigatório passar por todos os componentes ou numa ordem fixa.
Os jovens não estão na audiência. Estão no centro da ação.
Mars Challenge não é desenhado para que os jovens assistam a especialistas resolver problemas.
Eles próprios têm de entrar no problema.
Investigar.
Fazer perguntas.
Negociar dentro de uma equipa.
Decidir.
Criar.
Apresentar.
Rever.
Assumir autoria sobre aquilo que propõem.
As outras partes do ecossistema existem para criar melhores condições para que isso possa acontecer — não para retirar essa responsabilidade.
Uma universidade pode abrir o espaço.
Um docente pode orientar o processo.
Uma organização pode aproximar um contexto.
Uma empresa pode trazer conhecimento.
Um território pode criar escala.
Mas a decisão da equipa deve continuar visível.
O jovem não é o destinatário final de um ecossistema construído por adultos. É um dos seus autores.
As instituições criam as condições.
Universidades, escolas e outras instituições educativas não entram apenas para “enviar equipas”.
Podem transformar Mars Challenge num contexto onde diferentes partes da própria instituição se encontram.
Estudantes de áreas diferentes.
Docentes.
Investigação.
Inovação.
Extensão e relação com o território.
Relações internacionais.
Empregabilidade e talento.
Comunicação.
Uma instituição decide como integra o programa no seu contexto, dentro do modelo e das regras aplicáveis.
Pode ativar participação.
Organizar processos internos.
Mobilizar docentes.
Criar equipas.
Ligar áreas que habitualmente funcionam separadas.
Documentar projetos e aprendizagem.
Conectar a sua comunidade com uma experiência internacional.
A instituição não precisa de ensinar uma nova disciplina. Precisa de criar um espaço onde disciplinas diferentes tenham de trabalhar juntas.
Docentes e mentores tornam a autonomia possível.
Autonomia não significa deixar uma equipa sozinha.
Significa acompanhá-la sem tomar posse do problema.
O docente ou mentor pode:
fazer perguntas;
criar espaço de reflexão;
ajudar a organizar o processo;
pedir evidência;
incentivar iteração;
facilitar colaboração;
chamar atenção para questões éticas ou para perspetivas que ficaram de fora.
O que não deve fazer é substituir a equipa na decisão ou tornar-se autor do projeto.
Por isso, o papel do mentor é especial dentro do ecossistema.
Quanto melhor acompanha, menos precisa de aparecer na solução.
As Bases Oficiais definem docentes e mentores como guias do processo formativo, não autores dos projetos.
Territórios e organizações ligam talento a contexto.
Uma cidade, governo, fundação ou organização conhece realidades que uma plataforma global não pode compreender da mesma forma à distância.
Conhece comunidades.
Prioridades locais.
Instituições.
Desigualdades.
Recursos.
Oportunidades.
Problemas que merecem atenção.
É aí que o ecossistema pode ganhar profundidade territorial.
Governos e cidades podem articular atores.
Fundações e organizações podem aproximar públicos específicos.
Redes educativas podem ligar instituições.
Organizações especializadas podem ajudar a tornar uma missão mais acessível, pertinente ou conectada com uma realidade concreta.
Isto não significa transformar Mars Challenge num conjunto de programas locais sem relação.
Significa precisamente o contrário:
uma arquitetura comum pode ganhar significado diferente quando encontra contextos diferentes.
Os modelos, responsabilidades e direitos concretos dependem sempre da forma de participação acordada e da edição aplicável.
Empresas entram quando o mundo real entra.
A relação com empresas não deve limitar-se a patrocínio ou visibilidade.
Uma empresa pode possuir algo especialmente valioso para um ambiente de aprendizagem:
problemas reais;
conhecimento especializado;
pessoas com experiência;
contexto de mercado;
tecnologia;
dados quando apropriado e autorizado;
perspetiva sobre adoção, viabilidade e implementação;
ligações a talento.
Isso pode aproximar uma equipa da complexidade que existe fora da sala de aula.
Ao mesmo tempo, Mars Challenge não deve prometer automaticamente incubação, contratação, investimento ou implementação de projetos.
Essas relações precisam de ser explícitas e comprováveis.
O valor começa quando o contacto com uma empresa aumenta a qualidade da pergunta — não apenas a visibilidade da marca.
O que acontece deve poder transformar-se em conhecimento.
Um ecossistema educativo perde valor quando cada edição desaparece assim que termina.
Por isso, Mars Challenge precisa de conservar mais do que fotografias.
Perguntas.
Métodos.
Projetos.
Decisões.
Padrões.
Dados quando existem e podem ser utilizados responsavelmente.
Relatórios.
Aprendizagens.
Erros.
Novas questões de investigação.
É aqui que entram investigadores e líderes educativos.
Não para transformar cada projeto numa “prova de impacto”.
Mas para perguntar melhor.
O que estamos a observar?
Que competências parecem ser mobilizadas?
Que partes do processo podem ser documentadas?
Que hipóteses merecem investigação?
Que padrões aparecem entre edições, países ou missões?
A experiência gera matéria-prima. A investigação ajuda a distinguir impressão de evidência.
The Lab + Observatório permitem descrever a experiência e registar processos com contexto. A Evidence Layer sustenta relações entre factos observáveis e afirmações; a validação contextual determina o que pode ser sustentado. Uma observação não se transforma automaticamente numa publicação pessoal.
As funções de The Lab descritas no documento do Passport não equivalem a serviços operacionais comprovados neste website.
Global na arquitetura. Local na ativação.
Mars Challenge não precisa de escolher entre ser global ou local.
Precisa das duas coisas.
Uma arquitetura internacional oferece:
linguagem comum;
princípios metodológicos;
entidades e regras claras;
capacidade de relacionar experiências;
memória acumulada;
possibilidade de convergência.
A ativação local oferece:
contexto;
proximidade;
relações humanas;
relevância;
adaptação operacional;
conhecimento do território.
O objetivo é evitar dois extremos.
Um programa global tão rígido que ignora contexto.
Ou atividades locais tão independentes que já não fazem parte do mesmo sistema.
**A escala vem daquilo que é comum.
A relevância vem daquilo que pode encontrar o contexto.**
Mars Jam designa a ativação institucional e territorial. A identidade Mars Jam × [organização anfitriã] dá visibilidade a quem promove a experiência, nas condições oficiais. Não concede, por si só, licença, patrocínio ou autorização.
The Grand Jam é onde o sistema converge.
Mars Challenge é o sistema.
The Grand Jam é um dos momentos em que partes desse sistema se encontram.
Projetos deixam de existir apenas dentro da instituição que os criou.
Equipas entram em contacto com outras culturas, perguntas e perspetivas.
Instituições encontram outras instituições.
Ciência, educação, empresas, territórios e comunidade podem ocupar o mesmo espaço.
A aprendizagem torna-se pública.
A conversa deixa de ser apenas nacional.
E novas relações podem nascer.
Por isso, The Grand Jam não deve ser tratado como sinónimo de Mars Challenge.
Nem como simples cerimónia de encerramento.
**Mars Challenge cria o percurso.
The Grand Jam cria a convergência.**
Detalhes de data, local, agenda, acesso, programação, convidados e operação pertencem ao espaço próprio de The Grand Jam.
Uma edição termina. O sistema não deve voltar a zero.
Uma das diferenças entre um evento e um ecossistema é aquilo que acontece depois.
Num evento, grande parte do valor desaparece quando termina.
Num sistema de aprendizagem, parte daquilo que foi criado deve poder permanecer.
Projetos.
Perguntas.
Instituições.
Países.
Missões.
Recursos.
Relatórios.
Conhecimento.
Histórias verificadas.
Evidência disponível.
Isso permite que uma edição aprenda com outra.
Que um projeto possa ser descoberto mais tarde.
Que uma instituição veja o que outras fizeram.
Que investigadores encontrem material.
Que novos participantes não comecem sempre do zero.
A memória transforma atividade em infraestrutura.
O Real-Life Readiness Passport propõe preservar Evidence Records contextualizados ao longo de experiências diferentes, separando achievements, Team Evidence e Individual Evidence. Não reduz a trajetória a uma pontuação nem garante um serviço de emissão disponível.
Em 2027, quatro missões abrem diferentes entradas.
O ecossistema permanente ganha forma concreta através da edição de cada ano.
Em 2027, a arquitetura prevista organiza quatro missões:
Pioneers
Uma entrada pensada para contextos escolares e participantes mais jovens.
Originals
O percurso ligado ao contexto universitário e à colaboração multidisciplinar.
Ancestral Futures
Uma missão que abre espaço para conhecimento ancestral, tradicional, local e vivido na construção do futuro.
Mars Challenge × NO HUMAN B™
Um percurso orientado para variabilidade humana e participação neuroinclusiva.
Não são quatro programas independentes.
São quatro formas de entrar numa mesma pergunta global, adaptadas a públicos, contextos e formas de conhecimento diferentes.
Elegibilidade, calendário, regras e experiência específica devem ser consultados nas páginas oficiais de cada missão.
A pergunta não é apenas “posso participar?”. É “qual é o meu papel?”.
Mars Challenge não tem uma única porta de entrada.
Podes chegar como jovem.
Como universidade ou escola.
Como docente.
Como fundação ou organização.
Como cidade ou governo.
Como empresa.
Como investigador.
Cada posição implica uma proposta de valor diferente.
E também uma responsabilidade diferente.
O ecossistema funciona melhor quando essa distinção é clara.
**Não precisamos que toda a gente faça o mesmo.
Precisamos que cada parte saiba onde pode criar mais valor.**
Explora os componentes
Conhece a ativação Mars Jam, o encontro The Grand Jam e o modelo de evidências do Real-Life Readiness Passport. O programa, as missões e as dez jornadas existentes continuam a ser portas de entrada.
Encontra o teu lugar
Universidades, governos e cidades, escolas, empresas, países e Mission Partners, jovens, docentes e mentores, fundações, famílias e investigadores têm jornadas próprias. Podes explorá-las, mudar de perfil ou seguir diretamente para uma ação. A e B são entradas diferentes para as mesmas jornadas.
Perguntas frequentes
O que é o ecossistema Mars Challenge?
É a rede estruturada de pessoas, instituições, missões, projetos, territórios, conhecimento e eventos relacionados com Mars Challenge. Cada ator tem um papel diferente dentro de uma arquitetura comum.
Quem faz parte do ecossistema?
Dependendo da edição e forma de participação, pode incluir jovens, universidades, escolas, docentes e mentores, organizações e fundações, cidades e governos, empresas e parceiros, investigadores, avaliadores, operadores e outras entidades ligadas ao programa.
Uma instituição precisa de ser universidade para participar?
Não necessariamente. A arquitetura do novo ecossistema contempla universidades, escolas, fundações, organizações juvenis e outros atores educativos ou territoriais. O modelo aplicável depende da missão e da edição.
Qual é a diferença entre Mars Challenge e o ecossistema Mars Challenge?
Mars Challenge é o programa permanente. “Ecossistema” descreve o conjunto de atores e relações através dos quais o programa é ativado, vivido, documentado e conectado.
Qual é a diferença entre Mars Challenge e The Grand Jam?
Mars Challenge é o sistema/programa. The Grand Jam é a convergência internacional relacionada com esse sistema. Não são sinónimos.
Toda a instituição que aparece no site é parceira oficial?
Não necessariamente. A relação deve ser qualificada de acordo com evidência: participante, organizadora, anfitriã, parceira, patrocinadora, colaboradora ou outra condição verificável.
As empresas podem participar?
Sim, existem modelos de relação para empresas e parceiros, mas o papel concreto depende da colaboração acordada. Não deve assumir-se automaticamente patrocínio, contratação, investimento ou direito sobre projetos.
Qual é o papel das cidades e governos?
Podem atuar na articulação territorial, mobilização institucional, conexão entre educação e prioridades locais e, conforme o modelo vigente, apoio à implementação ou escala. Responsabilidades formais dependem das regras e acordos aplicáveis.
Qual é o papel de Virtual Educa?
Nas Bases Oficiais 2026, Virtual Educa aparece como aliado estratégico internacional, com funções de acompanhamento pedagógico e articulação/visibilidade internacional. A formulação institucional canónica para 2027 deve seguir a versão oficialmente aprovada para essa edição.
Quem é dono dos projetos?
A autoria e propriedade devem seguir as regras e termos aplicáveis à edição. O ecossistema não deve tratar participação institucional como transferência automática da autoria do trabalho dos participantes.
Toda a gente chega a The Grand Jam?
Não. Quando existe um percurso de acesso à convergência internacional, ele depende da missão, da edição e das respetivas regras.
O ecossistema é apenas internacional?
Não. Uma das suas características é ligar ativação local e territorial a uma arquitetura internacional.
O que acontece aos projetos depois da edição?
Quando existe autorização e documentação suficiente, podem integrar o repositório de projetos e a memória do programa, preservando contexto, missão, instituição, país, processo e nível de evidência disponível.
Mars Jam e The Grand Jam são o mesmo?
Não. Mars Jam é a ativação institucional e territorial; The Grand Jam é o encontro internacional de convergência.
O Passport depende de um único evento?
Não. Foi concebido como registo pessoal cumulativo de evidências contextualizadas de várias experiências.
